Aprender do outro
Aprender do outro |
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O diálogo entre a Igreja Católica e a Comunhão Anglicana se realizará nos próximos anos tentando fazer avançar a unidade aprendendo dos nossos companheiros, mais do que pedindo-lhes que aprendam de nós. A Comissão Internacional Anglicano-Católica (ARCIC) se comprometeu a fazer seu o chamado ecumenismo de recepção, na primeira reunião da sua terceira fase, realizada de 17 a 27 de maio, no mosteiro italiano de Bose. Um comunicado do Conselho Pontifício para a Promoção da Unidade dos Cristãos, divulgado no último sábado, indica que, na consideração do método que será usado pela ARCIC III, a Comissão se apoiou na aproximação do ecumenismo de recepção. O ecumenismo de recepção se baseia em nós mesmos e na conversão interior, mais que na tentativa de convencer os outros. Para o Conselho Pontifício, anglicanos e católicos podem ajudar-se reciprocamente a crescer na fé, na vida e no testemunho cristão se estiverem abertos e dispostos a deixar-se transformar pela graça divina mediada por uns e outros. Discernir o ensinamento ético A ARCIC III elaborou um programa de trabalho que analisa a Igreja, sobretudo à luz do seu ser radicada em Cristo no mistério pascal. Os representantes da Igreja Católica neste diálogo explicaram que a Comissão tentará desenvolver uma interpretação teológica da pessoa, da sociedade humana e da nova vida de graça em Cristo. Basearão sua análise nas Escrituras, na tradição e na razão, além de aproveitar o trabalho precedente da Comissão, que também examinará algumas questões particulares para explicar como as nossas duas comunhões se comportam na tomada de decisões de natureza moral e como áreas de tensão entre anglicanos e católicos podem ser resolvidas aprendendo uns dos outros. 45 anos dialogando A primeira fase do diálogo (ARCIC I) durou de 1970 a 1981, dirigida pelo bispo anglicano Henry McAdoo e pelo católico Alan Clark. Nessa fase, falou-se sobre doutrina eucarística, autoridade e ministério ordenado, chegando à declaração conjunta de Windsor. A segunda fase (ARCIC II) começou em 1983 e durou até este ano, liderada pelos bispos anglicanos Mark Santer, Frank Griswold e Peter Carnley, e pelos bispos católicos Cormac Murphy O'Connor e Alexander Joseph Brunett. No entanto, o diálogo oficial foi suspenso pelo Papa João Paulo II em 2003, após a consagração episcopal de Gene Robinson, um homossexual que mantinha uma relação carnal. Posteriormente, as dificuldades aumentaram, com a aprovação da ordenação de mulheres, especialmente para cargos episcopais. Outro dos acontecimentos sobressalentes dessa segunda fase foi a publicação, por parte do Papa Bento XVI, da constituição apostólica Anglicanorum coetibus, em 9 de novembro de 2009. Após sua última reunião, o Conselho Pontifício para a Promoção da Unidade dos Cristãos destacou que o que une católicos e anglicanos é maior que o que os separa. Fonte: Zenit https://www.portalcatolico.org.br/main.asp?View={4F30ADFA-9102-482B-A2FC-5C1057B0737E}&Team=¶ms=itemID={126B8346-14A3-40C2-89D8-3CB434006821}%3B&UIPartUID={2C3D990E-0856-4F0C-AFA8-9B4E9C30CA74} |
