CHINA NEGA VISTO ENTRADA A PADRE ITALIANO
PEQUIM, 26 JUL (ANSA) - A China recusou a entrada em seu país do padre italiano Franco Mella, missionário que reside em Hong Kong e trabalha no lado chinês da fronteira há 20 anos, em uma ação consequente da crise nas relações entre Pequim e Santa Sé.
Mella, de 62 anos, contou que foi retido na passagem da fronteira durante uma hora, quando então lhe foi devolvido o passaporte com o visto chinês cancelado pela primeira vez em sua vida.
"Não me disseram nada", afirmou. "Talvez é porque os dois bispos não reconhecidos pelo Vaticano tenham sido excomungados", acrescentou.
O padre é conhecido em Hong Kong por sua luta a favor dos refugiados e por outras iniciativas humanitárias e tinha a intenção de visitar uma igreja na província central de Henan.
Ontem, o Departamento para Assuntos Religiosos de Pequim pediu a retirada dos "pedidos à excomunhão", acusando a Santa Sé de ter agido de forma "violenta" e "irracional".
O Vaticano excomungou os bispos chineses Paolo Lei Shiyin e Giuseppe Huang Bingzhang, que aceitaram ser ordenados pela Igreja Católica Chinesa, a Igreja Patriótica, mesmo sem o reconhecimento do líder máximo da Igreja Católica.
Pequim e Santa Sé não mantêm relações diplomáticas formais desde 1951, com a Revolução Cultural de Mao Tse-tung, mas possuem contatos informais que já permitiram no passado acordos sobre nomeações. (ANSA)
Fonte: www.ansa.it/ansalatinabr/notizie/rubriche/mundo/20110726135635295677.html
